Tá difícil…achar um banheiro infantil

banheiro

Sabrina, de Brasília/DF, mostra como a maioria dos locais públicos e estabelecimentos comerciais não está preparada para atender às necessidades de pais com crianças pequenas:

Outro dia, meu marido resolveu fazer um dia especial com as crianças, substituindo o parque de sempre por passeios diferentes. Então foram eles, Paula de 3 anos e Fernanda de 10 meses, para o CCBB Brasília – acreditando que o gosto por arte e cultura deve ser estimulado desde cedo.

Bom, apesar de oferecer atrações infantis e um programa educativo, não há banheiro infantil. O jeito foi apelar para a graminha… e para o banco de trás do carro. Xixi feito, fralda trocada, segue o passeio.

Depois, a mais velha escolheu o McDonalds para um almoço divertido. Cardápio infantil, lanche feliz, recreadora… mas banheiro, só de adulto. Por sorte, puderam contar com a graminha outra vez. Molha a formiguinha e segue o passeio.

Para terminar o dia com chave de ouro, lá foram eles para o Cinemark. No início do filme, ar condicionado forte, três ou quatro goles de suco, é hora de banheiro de novo. E desta vez, “não é só para molhar a formiguinha”. Duas crianças, sem a mamãe… faz-se o quê? Enfrenta-se o banheiro masculino, com carrinho e tudo, ou pede-se, encarecidamente, a ajuda de uma estranha com crianças?

Tem que ser lei – empresas e instituições que oferecem produtos para crianças devem oferecer banheiro infantil, fraldário e “banheiro família” para pais com filhos pequenos!

Tá difícil… o canudinho do Toddynho

                         Toddynho 

Danielle, de São Paulo/SP, mostra a dificuldade das crianças pequenas com o canudinho que vem com o produto:

Tenho uma filha pequena, que irá fazer 2 anos este mês. Ela adora toddynho…  e eu também. Porém, sempre que ela está tomando um toddynho, o canudo, que é reto e menor do que a caixinha (na diagonal), cai dentro da mesma…. e fica difícil para ela conseguir terminar…

Ela aprendeu a pedir um “canudo grande” – canudo normal de bar, desses para tomar refrigerante – sempre que pega um toddynho e vamos ajudá-la a inserir o canudinho que o acompanha. Muitos fabricantes de sucos já possuem o canudinho que dobra, facilitando para as crianças e evitando que ele se perda dentro da caixinha…

Tá na hora de melhorar…

Tá difícil… caos aéreo também nos ônibus

Mercedes, editora deste blog, diretamente do caos aéreo em São Paulo, fala sobre o caos instalado agora também do lado de fora do aeroporto de Guarulhos:

Onde estão os ônibus que deveriam levar os passageiros de Guarulhos para Congonhas? Os passageiros vagam de um terminal a outro em busca do ônibus ou de informação e nada. Nenhum cartaz, nenhuma placa de orientação, nada. Depois de subir até o embarque e enfrentar uma batalha para conseguir falar com um funcionário da companhia aérea, vem a informação de que o último ônibus partiu de Guarulhos às 9 da noite, e que vai ter mais um à 1 e meia da manhã.

É meia-noite e os vôos desviados de Congonhas não páram de chegar. Como o último ônibus saiu às 9 da noite? As necessidades dos usuários mudaram e as companhias não mudaram seus procedimentos. Nesse momento, além da passagem aérea, os passageiros precisam também dos ônibus, e as companhias precisam cuidar disso, ou seja, prover ônibus, tabela de horários adequada à chegada dos vôos, placas e cartazes informando a localização dos mesmos etc

Outro problema é que tem alguns ônibus de viagem comuns (não aqueles pintados com as cores e logo das companhias aéreas) estacionados no terminal 1, outros no terminal 2, mas nenhum deles tem aquela placa, que todo ônibus costuma ter, indicando o destino. Tá certo que a confusão é geral, mas colocar um cartaz nos ônibus indicando a companhia aérea, o destino e o horário de saída é uma ação simples e que facilitaria muito a vida dos passageiros que chegam do caos aéreo para o caos em terra. 

Tá difícil… jogar no Bomboliche

Bomboliche

Leandro, de Ribeirão Preto/SP, mostra que fontes ilegíveis, campos de entrada pequenos e informação não  disponível no local e na hora certa são problemas que afetam outras interfaces além dos sites:

Tá difícil jogar boliche no Bomboliche de Ribeirão Preto: 

1. Os monitores estão fracos, quase não se consegue ler nada.

2. Mal podemos colocar os nomes na tela, já que apenas as iniciais são permitidas!

3. Se você ficar menos de 1 hora, não importa: tem que pagar 1 hora. O funcionário avisa, depois que já emitiu a nota para você pagar, que isso está escrito num cartaz lá na entrada. Ora, quem lê cartaz na hora em que está entrando? Por que não tem um aviso onde você está jogando e onde você paga?

 

Tá difícil… se livrar do ParPerfeito

parperfeito

Yara, do Rio de Janeiro/RJ, mostra como a relação entre um site e seu usuário pode se tornar possessiva:

O  Parperfeito é um site de encontros entre pessoas. A renovação da assinatura é automática (claro, sem aviso prévio que dê tempo hábil para você cancelar a renovação!).

Se você pede pra cancelar antes dos 6 meses de renovação, isto não é possível! Ao final dos 6 meses, você clica para fazer o cancelamento (uns 3853 passos… mais ou menos) e ao final um alerta te informa que você ainda não efetivou o cancelamento e, para evitar que estranhos cancelem sua assinatura, um e-mail será enviado com um link que você deverá clicar para, aí sim, concluir o cancelamento.

Mas… o e-mail não chega nunca! E quando você retorna ao site, há um link já preparado para isso (como estão prevenidos!!!) te informando que pode ser que seu provedor não permita a mensagem chegar por considerá-la SPAM!!!

Curioso, o meu provedor é o mesmo que recebe todas as mensagens do site, mas deve saber que justo essa mensagem é de cancelamento e, só por solidariedade ao Parperfeito, recusa a mensagem… e assim a assinatura é renovada automaticamente mais uma vez e tudo continua…

Tá difícil ficar livre do par perfeito!!!   Par??? Perfeito???

Tá difícil… saber a cor das meias Lupo

cor 802

Hugo, de Aracaju/SE, mostra o que acontece quando a empresa prioriza a embalagem para os seus processos (produção, estoque, venda etc) e esquece do consumidor:  

Fui comprar um par de meias da Lupo (linha “Clássica”) e tive dificuldade em escolher a cor, não consegui distinguir se ela era azul escuro ou preta, pois a meia fica em uma embalagem bonita mas muito “reflexiva” e a iluminação artificial da loja não ajudou muito.

Tentei consultar a embalagem e vi que a cor é apenas um código numérico, sem descrição. Mesmo assim levei o produto, achando que era preto, e só em casa, na iluminação natural, distingui a cor (era azul escuro).

Envio a imagem da embalagem de uma outra meia, mostrando o problema do código.

Será que para comprar meias temos que consultar também as tabelas de cores do fabricante e da ISO?

Tá difícil… achar um livro no site da Siciliano

Siciliano 

Mário, de Porto Alegre, reclama dos pop-ups difíceis de fechar e dos nomes errados, que tornam difícil  procurar um livro no site da Siciliano:

O que é esse pop-up que atrapalha e não tem como fechar, além de ficar bem em cima dos produtos?

Também há livros onde o nome do autor está errado. Por exemplo: procurei vária vezes por um livro do Ismail Kadare, na busca por autor não aparecia o livro. Pois eles colocaram o nome do autor de Ismael Kadaré. Isso é incompetência ou é falta de pessoal qualificado mesmo. “Herrar é umano”, mas o site exagera ao escrever ‘herrado’ os nomes de grandes autores.